
Sabadão
A última música gravada em estúdio pelo Who até o lançamento recente de "Old Red Wine" e "Real Good Looking Boy" foi o cover de uma música de Elton John, "Saturday Night´s Alright (For Fighting)", feita para Two Rooms, um disco tributo ao pianista lançado em novembro de 1991.

Documentário da BBC mostra prisão de Pete Townshend
Fonte: UOL Música
LONDRES (Reuters) - Um documentário da BBC programado para ir ao ar na terça-feira mostrará o roqueiro Pete Townshend, atônito e desacorçoado, sendo interrogado pela polícia depois de ser preso, acusado de envolvimento com pornografia infantil, no ano passado. A BBC disse que o programa mostra o legendário roqueiro britânico sendo interrogado em uma delegacia de Londres, para onde foi levado depois de ser detido, em janeiro de 2003, durante uma investigação sobre pornografia infantil na Internet.
O roqueiro de 58 anos, que disse ter sofrido abuso sexual quando era criança, admitiu ter entrado num Web site de pornografia infantil, mas disse que o fez puramente para fins de pesquisa. Após uma investigação que se prolongou por quatro meses, a polícia lhe deu uma advertência e incluiu seu nome no Registro Nacional de Infratores Sexuais, onde permanecerá por cinco anos. Uma porta-voz da BBC anunciou na segunda-feira que Townshend é visto em metade do documentário de 90 minutos de duração "Police Protecting Children" (A Polícia Protegendo Crianças), o primeiro de uma série em três partes.
"De certa maneira, eu queria que não tivéssemos filmado Townshend, porque ele desvia a atenção do espectador dos pornógrafos de fato," disse o produtor Bob Long ao jornal The Independent. "Seus advogados teriam feito qualquer coisa para evitar que o documentário fosse produzido. Eles não queriam que acontecesse. Mas não tomaram medidas judiciais nesse sentido, acho que porque teriam perdido," disse Long. A porta-voz da BBC desmentiu versões segundo as quais os advogados de Townshend teriam tentado impedir a transmissão do programa.
Um telefonema aos representantes do roqueiro não foi retornado. A equipe de filmagem, que acompanhou a Equipe de Proteção à Criança da Scotland Yard por 18 meses, estava presente quando Townshend foi detido, como parte da investigação que resultou em mais de 1.000 prisões na Grã-Bretanha.
"Cuidado com os falsos profetas: eles vêm a vocês vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Vocês os conhecerão pelos frutos deles: por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? Assim, todoa árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má poduz maus frutos. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, e uma árvore má não pode dar bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos, será cortada e jogada no fogo. Pelos frutos deles é que vocês os conhecerão" - Jesus (S. Mateus 7; 15-20)
Salve, salve, gente amiga!!!!
Bem, se você está no planeta Terra, já está sabendo que um dos filmes mais polêmicos dos últimos tempos, atualmente em cartaz aqui no Brasil, é uma versão sanguinolenta das últimas 12 horas do autor da frase acima.
Outra polêmica que permeia o universo whoniano é sobre a versão (ou aquilo que eles acham que é) de Behind Blue Eyes, clássico absoluto do rock de todas as eras.
Depois que a versão foi lançada, tive o desprazer de ver uma entrevista com o "Frederico Poeirento" (Fred Durst, para os íntimos, falando sobre as emoções que sentia com a oitava canção do clássico álbum Who's Next. Dentre outras pérolas, o senhor Poeirento disse que clichês não eram coisas inteligentes e por isso que eles fizeram uma versão de uma música que não tem nada a ver com eles.
É, ele tem razão. A banda da qual ele é dono não tem nada a ver com o nosso amado quarteto londrino. Pra começar, Pete e compania criaram não só uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, mas foram a trilha sonora de uma tribo urbana que predominou com os filhos do pós-guerra, os mods. O poeirento é baluarte de um segmernto natimorto do rock atual que eles chamam de "nu metal", que é um apanhado de tudo que foi feito em som pesado no rock e com pitadas de hip-hop, que alguns incautos apregoram ser o futuro do rock. Talvez por isso que o John Lydon berrava em 1977 que não havia futuro pra gente. Hoje o 'nu metal' está bastante esvaziado e com excessão do Linkin Park (que dividiu com o Bizkit a abertura de alguns shows do Metallica na sua última turnê, da qual o "poeirento" foi gentilmente expulso de alguns shows pelos fãs daquele quarteto que, apesar dos pesares, ainda é a maior banda de rock pesado da atualidade), todas as bandas de tal vertente estão mudando de estilo pra poder continuar na mídia.
E realmente o Durst apelou. Fez um clip arrogante, cheio de efeitos especiais e, pra posar de poderosão, deu uns beijos na Halle Berry. É, o clip é chato pacas mesmo.
A indignação no meio whoniano e roqueiro em geral foi mesmo com a música gravada pelo Bizkit, que teve até 'obtuários' da carreira em alguns jornais. A minha prima ouviu a versão e não a achou ruim musicalmente, apesar de não ter nada a ver com a banda. E a tal montagem que substitui a segunda parte do hino original deixou todo mundo irado no mal sentido.
A pergunta é: Por que o "Poeirento" sacou a segunda parte da canção. Tenho uma teoria: Lembrando da passagem do Evangelho citada lá em cima e extrapolando pros dias de hoje, apareceram muitas pessoas não só nas religiões, mas também nas artes, na política e nos meios de comunicação que ofereceram mundos e fundos, dizendo-se arautos da mundaça e de dias melhores. Como as tais mudanças não vieram, os adorados de ontem são os odiados de hoje, principalmente após o festival de Woodstock, do qual os nossos heróis não tiveram boas recordações e cujos reflexos do fracasso destes profetas ecoam até hoje. Mas isso é assunto para um outro post.
Agora, leiam a letra original de BBE, e tirem suas próprias conclusões.
No one knows what it's like
To be the bad man
To be the sad man
Behind blue eyes
No one knows what it's like
To be hated
To be fated
To telling only lies
But my dreams
They aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance
That's never free
No one knows what it's like
To feel these feelings
Like I do
And I blame you
No one bites back as hard
On their anger
None of my pain and woe
Can show through
But my dreams
They aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance
That's never free
When my fist clenches, crack it open
Before I use it and lose my cool
When I smile, tell me some bad news
Before I laugh and act like a fool
If I swallow anything evil
Put your finger down my throat
If I shiver, please give me a blanket
Keep me warm, let me wear your coat
No one knows what it's like
To be the bad man
To be the sad man
Behind blue eyes
É, talvez o poeirento não se considere um falso profeta, mas que a segunda parte da música é a cara dele, lá isso é. E continuamos fazendo a nossa parte, jogando a árvore má na fogueira e naõ comprando o novo cd deles, mudando de canal quando passar os clipes e, principalmente, refletir muito antes de dizer que você é melhor do que o cara do lado. Temos que melhorar, com certeza, mas isso significa de devemos hoje ser melhores do que fomos ontem.
Bye, never spend your guitar or your pen and long live rock!!!
PS: Este era um post que eu iria escrever desde antes da mensagem da Paula Carolina. Entretanto, estava aguardando uma oportunidade melhor para fazê-lo. Em tempo, há uns quinze anos, Roger Daltrey estava preparando um roteiro sobre a vida de Keith Moon (que finalmente vai sair do papel, esperamos) e queria o Mel Gibson como ele. Acho que depois de filmes como O Patriota e Coração Valente, onde ele mostra não ser muito chegado aos ingleses, e principalmente à sua visão da paixão de Cristo, corre o risco dele ser barrado no cinema na pré estréia.
PS2: Agora uma perguntinha aos nossos leitores. É, também temos nossas enquetes interativas. Coloque nos comentários do blog ou no nosso e-mail o nome de três pessoas que se encaixam no rótulo de falsos profetas, principalmente na política e no rock. Em breve contaremos os votos.
Vamos ver ação
Pete é um pioneiro em muitos campos, incluindo gravações caseiras, amplificação de guitarras no palco, sintetizadores e sequenciadores. Seguindo o sucesso de Tommy, ele começou a trabalhar em 1970 na sua próxima obra conceitual - Lifehouse. Inicialmente uma combinação de um filme, disco e apresentações ao vivo, Townshend não foi capaz de explicar o roteiro de ficção científica, com sua visão inovadora que previa um sistema parecido com a internet.
Embora nunca totalmente realizado, as demos caseiras de Pete estão entre suas melhores, e depois de um colapso nervoso causado pelo fracasso de seu projeto original, as canções foram salvas, reduzidas e gravadas pelo Who, e o subsquente álbum Who's Next transformou-se em seu melhor trabalho de estúdio.
Aí está a demo de "Let's See Action", uma das peças principais do conceito de Lifehouse mas que acabou sendo deixada de fora de Who's Next Com seu som em camadas, a atenção de Pete para os detalhes, mesmo em uma gravação caseira, é memorável. Lembre-se de que isto foi feito em 1970, e a maioria dos estúdios caseiros eram primitivos, inclusive entre artistas consagrados. Townshend, do contrário, sempre possuiu complexos equipamentos de gravação desde os anos 60. Assim como na maioria de suas demos, Pete canta e toca todos os instrumentos: bateria, teclado, percussão... Esta gravação, embora não tenha a dinâmica seção rítmica de Moon e Entwistle, simplesmente detona a versão final do Who, com os vocais exagerados de Roger Daltrey.
"Let's See Action" (arquivo em MP3)
TOMMY NO BRASIL?
Sim, queridos leitores, já tivemos a grata satisfação de ver algo relacionado ao Who aportar em nosso país. Trata-se da versão da Broadway para a obra antológica do meu amado PAI, que passou por aqui nos idos de 1996 e eu assisti à estréia.
Qualquer dia desses, eu falo da minha experiência pessoal acerca dessa (literalmente) ópera rock baseada na nossa banda favorita. Hoje, vocês vão se deleitar com o relato maravilhoso da nossa amiga Mekah Moon, que sintetizou muito bem este testemunho de fé whoniana num comentário. Quase chorei quando li e fiz questão de postar seu relato aqui no nosso amantíssimo blog. Vamos lá:
Você não se importa muito com o que seus pais gostam quando você tem 12 anos. É extremamente vergonhoso assumir que você realmente curtiu daquela banda, ou aquela roupa que sua mãe escolheu. Sua intenção é ser único e se diferenciar o máximo o possível do que está ali, ao seu lado. Eu não consegui. Meu pai sentava em sua cadeira de couro preto no escritório do apartamento da Tijuca, e ouvia músicas sensacionais, lembro das guitarras e dos vocais e dos gritos. Alguma coisa de Beatles, Elton John, e tinha um tal de The Who. Esses caras tinham escrito um cd, álbum ou qualquer coisa assim, sobre um garotinho. E eu lembro das máquinas de pinball. As bolas prateadas e as cores, os vermelhos berrantes e os amarelos tão abertos. Tommy. Surdo, cego e mudo. Smash the mirror. See me, feel me, touch me, heal me.
E o tal do Tommy estava em cartaz aqui no Rio, meus pais foram na primeira noite e trouxeram um livro, com os atores, as músicas e todas essas coisas. Eu disse pra eles que aquilo era um saco, é claro. Que um menino cego, surdo e mudo não conseguiria jogar pinball, porque ele tinha que ver a bola prateada de alguma maneira. Velhos mentirosos.
Virei as costas e esperei que eles dormissem, roubei o tal do livro do quarto deles e levei para o meu, deitei na cama, e passei a noite inteira olhando aquelas imagens que eu nunca esqueceria, Uncle Ernie e Acid Queen sempre foram meus preferidos. "And Tommy doesn´t know what day it is". Ainda me perguntava como ele conseguia jogar pinball. "How do you think he does it? I don´t know".
No dia seguinte liguei pra minha avó, disse que ela talvez gostaria de ver esse tal de Tommy, e que se ela quisesse eu poderia ir com ela.
No dia seguinte eu e Dona Eloina nos arrumamos e fomos ao Metropolitan assistir a ópera rock.
Eu chorei, chorei como a criança de 12 anos que eu era, quando tudo acabou. Chorei já no "EXTRA EXTRA READ ALL ABOUT IT THE PINBALL WIZARD AND THE MIRACLE CURE".
E hoje, com 20 anos, eu entendo como um menino cego, surdo e mudo conseguia jogar pinball, "He ain´t got no distractions, can't hear no buzz or bells, don´t see no lights or flashes, plays by sense of smell".
Não sei todas as musicas dos 4 meninos, não sei os nomes dos substitutos de John e de Keith, não me importo em saber todas as datas de todos os shows que eles já tocaram. O que realmente importa é que Keith, John, Roger e Pete são reis, e foda-se quem ache que não são.
Depois eu conto como eu me apaixonei por um cara que morreu em 1978.
Mal podemos esperar, Mekah!
Bye, never spend your guitar or your pen and long live rock!
PS: Falando em EXTRA, READ ALL ABOUT IT, uma notícia bombástica: O FILHO IRADO DO HOMEM que vos escreve visitará a cidade de São Paulo entre os dias 31 de março e 3 de abril, para participar do FORUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO.
Mais detalhes, clique aqui.
É o The Who By Blogger apoiando causas cidadãs!!!!!!!
HÃ? O QUÊ? COMO? QUANDO? HEIN?
Salve, gente amiga!!!!
É com imensa satisfação que venho informar a todos os nossos leitores que superamos a marca de DEZ MIL visitas ao nosso querido blog whoniano!
Todo o trabalho em manter acesa a chama iniciada por Pete, Roger, John e Keith, além de reunir grandes fãs da grande banda que deu origem ao que foi feito de melhor no rock está recompensado!!!
Em nome da maravilhosa equipe do The Who by Blogger, agradeço de coração a todos os nossos amigos, fãs, e até detratores, pois sabemos que estamos melhorando a cada dia mais um pouquinho. Muito obrigado!
O interesse atual da galera pelo Who não é gratuito. A maioria das bandas que fazem sucesso atualmente têm seu som bastante calcado nos anos 60, sobretudo nos nossos amigos do oeste de Londres.
Que 2005 chegue logo e com ele, uma turnê mundial do Who passando pelo nosso grande país!
Bye, never spend your guitar or your pen and long live rock!
Ctrl+C + Ctrl+V
Navegando por aí outro dia achei essa matéria, inclusive com dois arquivos em MP3, sobre uns comerciais gravados pelo Who no final dos anos 60. Infelizmente perdi o link do site, mas consegui disponibilizar os arquivos e traduzir o texto:
The Ads Are Alright
O verdadeiro Odorono
O Who detona, mas você certamente não chamaria a banda de anti-comercial. Como se sabe, o álbum Who Sell Out foi visto como uma tentativa desesperada de conseguir patrocinadores para o grupo, mas você por acaso já ouviu os comerciais verdadeiros gravados por eles? Mesmo que você não seja um fã, estas duas chamadas de rádio vão com certeza provocar boas risadas:
Comercial do Great Shakes estrelando Keith Moon (1967):
Pense nisso: se esses fossem os únicos shakes usados por Moon, provavelmente ele ainda estaria entre nós. Baixe o arquivo em MP3.
Chamada da Força Aérea Americana estrelando Pete Townshend (1967):
Se você achou que a nova campanha do "Exército de Um Só" das Forças Armadas foi meia-boca você não viu nada até escutar este sensível britânico promovendo a Força Aérea dos Estados Unidos. Hmm... eu me pergunto o que Pete acha da política "Não Pergunte, Não Responda". Baixe o arquivo em MP3.
Salve, salve, gente amiga!!!
***** Acabei sumidaço, mas eis-me aqui para desejar, ainda que meio atrasado, feliz aniversário para o pequeno grande homem Roger Daltrey!!!!!!!!! Afinal, sessenta anos de rock'n'roll não são pra qualquer um! Parabéns, tio Rog!
Agora, vamos ao que interessa!!!!! Na última sexta-feira, apesar do toró brabíssimo que caiu aqui na cidade, nosso grande avatar Zé da Gaita realizou um show memorável no Espírito das Artes.
Apesar de vazio no começo, o espaço foi sendo preencido aos poucos, que animou o nosso herói e nos proporcionou um show extremamente marcante, tanto para os fãs Whonianos quanto aos adoradores do Blues.
O sentimento que saía da sua gaita no início do show ainda está na minha mente... Experiência única.
Apesar de desfalcado do amigo que cantaria algumas canções com ele, Zé da Gaita mandou muito bem nos três papéis, o de gaitista (óbvio), o de guitarrista e o de cantor, apesar de ser a função mais difícil, sobretudo quando ele mandou hinos do Who. Quais foram? Bem, ele começou com Behind Blue Eyes, que ficou muito foda e reforça a idéia de que o Fred Durst devia tentar fazer outro teste de orientação vocacional. A seguir, Piball Wizard emendada com Acid Queen, que incendiaram a platéia, que depois de alguns blues, ainda recebeu I'm free e Tattoo, esta só a introdução... O show fechou com O suburbano, canção que o Zé registrou como compacto nos anos 80.
Além do show em si, tive o imenso prazer de conhecer o Dan Daltrey, que também é um grande conhecedor de The Who, juntamente com o Augusto, baixista e empresário da banda que eles estão pra montar... Uma banda cover de The Who, claro. Quem tiver sugestões, é só mandar um e-mail pra ele!!!!
Bem, é tudo... Dessa vez, sentei e escrevi tudo de uma vez, como nos bons tempos do GB do IRa!
Bye, never spend your guitar or your pen and long liver rock!!
PS: Estou com saudades dos e-mails da galera...
Olá a todos! Vi o filme tão esperado ESCOLA DE ROCK....Acho que a miss esqueceu de falar somente uma coisa sobre o filme que falarei aqui agora:
O FILME É DO CARALHOOOOOOOOOOO :D Nossa,muito bom, na hora então que apareçe o Who.... nem precisa falar :D além de várias vezes seu nome ser mencionado, aparece suas imagens.
Bom, só isso mesmo que vim fazer aqui!
LeleWho
+ + + SEMANA DALTREY
PIORES CLIPES DO MUNDO
Não só de filmes ruins foi feita a carreira de ator de Roger. De clipes ruins também. Constatei isso depois de assistir "Walking In My Sleep", gravado em 1984. É podrêra do início ao fim, como diriam alguns (eu, por exemplo). Pois então, fiquem aí com a nossa Pérola Videoclíptica de hoje...
O SONÂMBULO
++ SEMANA DALTREY - 2X MAIS "DIP" NA CABEÇA
Hoje teremos dose dupla de Daltrey (já que ontem, infelizmente, não foi possível publicar, por motivo de forças ocultas - entenda-se: trabalho, trabalho, trabalho).
O primeiro texto foi publicado originalmente no Whooligan, falando do episódio em que o Roger foi expulso do The Who.
O segundo texto é um comentário de uma matéria que, à primeira vista, é pura bobagem de auto ajuda (argh!), mas lendo com atenção é até interessante. "Como um texto destes pode ser interessante?" vocês me perguntam. Simplesmente porque cita "Tommy". E até que o texto tem coerência...
Então... hey ho, let´s go!
*publicado originalmente na seção Tales from The Who"", do falecido (snif snif) Whooligan
THE DIP É CHUTADO DA BANDA
"Nos primeiros dez anos do Who eu era provavelmente o inimigo número 1 de Keith..." declarou certa vez Roger; "...principalmente porque eu ficava na frente dele. Na opinião de Keith, a bateria deveria ficar na frente do palco, e o cantor atrás." Mas os desentendimentos entre os dois teve início numa briga ocorrida em 1966, quando o Who viajava em turnê por diversos países europeus.
Nesta época Keith e o restante do grupo (menos Roger) eram ávidos consumidores de anfetaminas, o que, segundo Daltrey, só estava fazendo o som da banda piorar mais e mais, comprometendo o sucesso do grupo. No meio da turnê ele resolve então tomar uma atitude drástica para acabar com o problema... já de saco cheio, Roger entra no camarim da banda, pega o "estoque" de pílulas de Keith e joga todas elas na privada. O que acontece depois é listado a seguir:
a)-Keith fica puto- b)-Keith joga tambor em Roger-c)-Roger soca Keith-d)-Roger é expulso da banda.
Segue-se um período conturbado, com discussões entre os empresários Kit Lambert e Chris Stamp e Keith, John e Pete... eles decidem dar uma segunda chance a Roger, que, depois disso é obrigado a aceitar a condição de que, não importa o que fosse, ele seria o sujeito mais bonzinho o possível - sem socos - e nada de brigas.
Sendo assim, ele acaba virando o alvo principal das brincadeiras de Moon nos anos que se seguiram... (Ah, e "The Dip" foi o apelido que Roger ganhou nessa época, devido ao seu uso costumaz de Dipdy-Do, produto que servia para alisar o cabelo.)
Encontrei um texto há alguns dias com um título sugestivo: "Smash the mirror!" e, movida pela curiosidade, fui ver do que se tratava.
A autora, Patrice Dickey, começa o texto falando sobre o espelho do seu banheiro, dos anos que se passaram e ele lá, pregadinho na parede, firme. Um dia, inexplicavelmente, o espelho cai no chão e se espatifa em mil pedacinhos, aos pés dela.
"Sete anos de má sorte? Esta era a clássica superstição, perfeitamente cristalizada em minha mente, que havia sido moldada em um ambiente familiar permeado por fantasias de contos dos Irmãos Grimm. Uma família espelhada na dor de enfrentar o alcoolismo de minha mãe e sua paralisia corporal do tórax para baixo, conseqüência de uma queda nas escadas durante uma bebedeira, há doze anos atrás.
Com certeza eu já havia passado pelos meus sete anos de azar! A má sorte não pode ser retroativa? Pensamentos deste tipo assaltaram minha mente. De fato, tive que revolver um pouco mais fundo os velhos paradigmas, sempre negativos, e a reverberação deles no dia-a-dia de minha família. Depois de contemplar por alguns minutos os caquinhos do espelho, veio à minha mente uma metáfora surpreendentemente positiva: 'quebre o espelho!', três palavras, uma ação, que foram as molas propulsoras para que o garoto Tommy, o personagem gênio do fliperama da ópera-rock homônima do The Who, saísse do seu estado catatônico."
Estou fazendo uma adaptação não muito completa, por questão de tempo. Para quem quiser ver o texto na íntegra (em inglês), venha por aqui.
Enfim, a mensagem de Patrice é: às vezes é preciso quebrar o próprio espelho, o reflexo do que nos incomoda, do que não nos faz bem; é preciso desfazer-se da imagem negativa que temos de nós mesmos, da imagem que passamos para o mundo. E, claro, não termos medo de buscarmos um novo espelho, uma nova maneira de nos enxergarmos e de sermos vistos pelos outros.
+ SEMANA DALTREY
Como prometido, mais uma homenagem ao Roger "Bonitão" Daltrey, a voz do meu, do seu, do nosso The Who.
O texto abaixo foi publicado originalmente no fotolog do LAM. Não deixem de ver a montagem maravilhosa feita por ele.
Ctrl+C Ctrl+V
02/19/04
Dia primeiro de março, festa em Londres. Roger Daltrey, vocal do Who, fará 60 anos de idade. Vai ter groove na casa de Pete Townshend, com direito a Elton John, Eric Clapton, Eddie Vedder, Paul Weller, enfim, everybody in como diria Jim Morrisson.
A maior qualidade de Daltrey é sua lealdade aos amigos e ao Who, principalmente a Pete. Mesmo quando explodiu no cinema naquela lamentável, hedionda e medíocre versão de Tommy que o micro-diretor Ken Russel cuspiu nas telas, Daltrey nunca quis dar uma de general da banda. Who é Pete.
A essência, a alma, a música, a atitude, o percurso, a biografia do Who chama-se Peter Dennis Blanford Townshend, disse em 1992 quando Tommy entrava em cartaz na Broadway, NYC.
Hoje ele está assim: fila de baixo, terceira foto da esquerda para a direita (ajoelhado), mais moço do que em 1981. Como ? Corre oito quilômetros por dia, nada, joga futebol, pratica tiro ao alvo, alimentação balanceada, faz terapia há anos, não fuma, bebe pouquíssimo, não se droga, faz meditação e lê compulsivamente. Dizem que sua biblioteca é uma das maiores do mundo rocker.
O stress mais grave no Who foi durante as gravações de Quadrophenia. Roger achou que Townshend estava modulando sua voz muito baixa. Townshend, por sua vez, já estava com o disco pronto na cabeça há anos. Sabia o que estava fazendo, mas naquela época (1973) estava mal. Muita droga, muita bebida, show em cima de show. Fora isso Keith Moon nunca chegava no estúdio sóbrio (apesar disso foi mais genial do que nunca nesse disco), e Townshend e Moon doidões eram o caos. A briga de Pete com Roger foi feia, muito feia. Porradaria mesmo. Pete chegou a arremessar uma Gibson Les Paul no rosto de Roger, que conseguiu desviar. Foi nesse dia que o Who acabou. É, durante as gravações de Quadrophenia o Who acabou. Mas graças a um mega-esforço diplomático do empresário e "pai" da banda Kit Lambert (morto num tombo em 7 de abril de 1981), o Who voltou.
Na montagem de fotos, Roger várias vezes Daltrey. Várias fases, vários filmes, várias caras.
A melhor comemoração dos 60 anos de Daltrey vai ser a maratona de shows da banda agora em março na Inglaterra e, é lógico, no festival da Ilha de Wight em junho. Confesso que estou preocupado com esse tal de Pino "mela cueca" Palladino no baixo, substituindo o insubstituível John Entwistle. Já berrei aqui, mas vale repetir: Pete, por que não Stanley Clarke? Enfim, parabéns Roger. Long Live Rock! LAM.
Tá dado o recado então pra todos os whomaníacos (e em especial para os "daltreymaníacos"!!).
Long live Roger Daltrey!!
PARABÉNS, ROGER!!!

Who.net de cara nova



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